quarta-feira, 21 de junho de 2023

ENTREVISTA COM GILVAN MOURA DA BEATLES SCHOOL

 


Olá Gilvan! 

Hoje o nosso papo é sobre quadrinhos e o universo da cultura pop e do colecionismo.

1) Gilvan, conta pra gente, quando você teve a ideia de criar a Beatles School e antes, quando você começou a gostar de Beatles e querer colecionar discos e informações sobre a banda?

 – Eu comecei a gostar dos beatles por causa do filme “La Bamba”. Eu adorava a música e fui assistir outro filme chamado “Curtindo a vida adoidado”, onde tinha uma música parecida com La bamba. Era Twist and Shout e me apaixonei. Depois ganhei alguns discos dos beatles e comecei a colecionar. Não tenho nem ideia de quantos discos dos beatles eu tenho hoje em dia. A beatles school começou no Orkut. Por volta de 2009 eu a abandonei. Dez anos depois eu fui testar edições para uma ideia de um canal sobre ensino da língua Inglesa e Literatura. Para testar, eu iniciei a Beatles School no youtube e a resposta foi muito positiva. Os vídeos sobre Inglês acabaram que  nunca foram feitos.


2) Do seu acervo sobre Beatles e de outras bandas que você gosta, você tem muito material de quadrinhos que você leu e gostou? O que você pode nos falar sobre esse tema? Alguma sugestão para os nossos leitores?

- Eu ganhei recentemente uma revista de 1965 contando a história dos beatles. Cheia de erros históricos mas muito interessante. Há ainda quadrinhos que contam a história de Brian Epstein e de Stuart Sutcliffe que são ótimos. Além da história do “Paul está morto”. São facilmente encontradas por aí e são divertidas. 






3) Sei que além dos Beatles, você gosta bastante de Star Wars. Quando você começou a acompanhar as aventuras criadas por George Lucas? O que você tem na sua coleção de figuras de ação de mais antigo ou especial? Aquele item que foi difícil conseguir ou que você mais gosta? 

– Eu assisti Império Contra-ataca no cinema quando era garoto. Fui com meu primo. Não entendi nada, mas adorava o Yoda. A cena de Luke e Darth Vader no fim do filme me deixaram louco. Eu tinha uma máscara do Darth Vader que vinha com a lata de Nescau. Eu não entendia direito. Foi só com a chegada dos vídeo cassete que aluguei os três filmes e os copiei em meados dos anos 80. Assisti mil vezes. Já adulto resolvi começar a colecionar ( tentar, na verdade ) os “hominhos” Star Wars da Kenner americana. Achei alguns da Glasslite, mas a coleção brasileira era pequena e tardia. Consegui comprar de um colecionador uma Millenium Falcon de 1979 na caixa, além de uns 50% da coleção de action figures vintage. Ou seja, produzidos entre 1978 e 1984. Depois segui comprando um por um. Tem sido uma aventura. O item mais difícil foi um AT-AT ( Walker ) de 1981. Comprei em Londres por um ótimo preço.








4) Dos personagens de quadrinhos qual você mais gosta? Você é mais Marvel ou DC Comics? Ou tem outra editora preferida? Para você essa rivalidade entre os fãs faz algum sentido?

- Eu sempre amei e sempre amarei o Batman. Mas o do Adam West. Faz parte da minha vida. Além do Super homem do Christopher Reeve. Minha infância foi mais ligada aos desenhos animados dos Super Amigos. Então eu tenho uma queda pela DC. Mas adoro a Marvel. Homem Aranha teve um impacto gigante na minha vida, assim como Homem de Ferro e Thor. Então eu prefiro ficar com os dois mundos. Assim como os Rolling Stones. Por que deveríamos escolher? Ficar com os dois é tão melhor.







5) Em relação aos seriados atuais ou antigos, quais você se lembra para comentar? Tem visto alguma coisa bacana para indicar para os nossos amigos?

- Eu sempre assisto Batman 66 quando posso. Tenho o box de DVDs. Sou apaixonado por Breaking bad, Walking Dead e Cobra Kai. 


6) Sabemos que além da Beatles School você tem prestado consultoria para o mercado editorial em publicações recentes sobre os Beatles? Conta para gente como ocorreu esse convite? E como foi escrever um livro sobre a banda?

- Tudo começou com a divulgação do livro “McCartney – As Letras”. Foi uma parceria com a editora Belas Letras. Daí veio o convite para trabalhar na revisão de “Tune in – All those Years” que é a bíblia dos Beatles. O antigo testamento. Dessa oportunidade veio o meu livro “A Liverpool dos Beatles” que foi um sucesso inesperado, mas foi muito corrido. Eu teria feito melhor se tivesse mais tempo. Esse ano trabalhei na revisão técnica de “1964 – Os olhos do furacão”, escrito pelo próprio Paul McCartney. Então, ter meu nome na capa de um livro do meu maior ídolo, é algo surreal. Nesse segundo semestre de 2023 temos um outro projeto. Mas é segredo de estado. Mas claro, sempre relacionado aos Beatles.




7) Para finalizar...o espaço é todo seu para comentar sobre alguma coisa que você gosta bastante, alguma coleção que você faz e que as pessoas que acompanham a Beatles School não sabem... e se você pode nos falar sobre seus projetos futuros, se tem alguma novidade vindo por aí, que você queira aproveitar esse espaço para comentar.

Eu tenho uma coleção bem grande de Falcons. São meus xodós, pois tive apenas três quando garoto. Hoje tenho mais de 40. Desde 2017 a Estrela tem lançado e eu vou acompanhando. Sempre uma emoção quando eles chegam pelo correio. Há alguns maravilhosos e outros nem tanto. Mas, como disseram os Beatles: “In my life, I loved them all!”






Grande abraço Gilvan, agradecemos pelo seu tempo e pela entrevista.


Até a próxima! 

André Maschietto – 16/06/2023





Um comentário:

  1. Muito boa entrevista, Andre.
    Nos, que de alguma forma, estamos um pouco desinformados, essa entrevista nos dá uma boa noção do que é o colecionismo das figuras dessa modalidade de HQ.

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